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Funcionalidade
O líquido amniótico constitui um importante componente do ambiente intra-uterino. Entre suas principais funções destacam-se: barreira contra infecções, impedimento de aderência entre o embrião e o âmnio, proteção e movimentação do embrião, controle da temperatura corporal do embrião, entre outras. A visualização deste líquido tem a finalidade de diagnosticar maturidade e sofrimento fetal. Assim sendo, o Amnioscópio é indicado para a visualização deste líquido, através da endoscopia cervical, auxiliando o médico durante a observação da câmara amniótica, permitindo observa-la através do canal cervical e das membranas do pólo inferior do ovo. Consiste em um instrumento de grande utilidade para o Obstetra, projetado de forma a proporcionar um manuseio fácil e rápido, conciliando uma ótima visualização com baixo custo de manutenção.
Qual a importância da amnioscopia?
Amnioscopia é a visualização direta do aspecto do líquido amniótico através de um tubinho chamado amnioscópio, com o objetivo de verificar se o bebê eliminou mecônio ("fez cocô dentro da barriga"), o que pode ser um dos indícios de sofrimento fetal.
A amnioscopia pode ser feita em pacientes que estejam em trabalho de parto ou naquelas que já passaram das 40 semanas de gestação, se houver suspeita de sofrimento fetal. Não é um exame obrigatório.
Para que a amnioscopia seja realizada, o colo uterino precisa estar dilatado em ao menos um centímetro, a bolsa amniótica ("bolsa das águas") tem que estar íntegra e a placenta não pode estar baixa ou próxima do colo do útero.
Durante um exame de toque vaginal, o amnioscópio é inserido na vagina e no colo uterino, para que o médico enxergue se o líquido amniótico está claro ou se há mecônio, que é o cocô do bebê. Quando há mecônio, o líquido está marrom ou esverdeado.
"Como o amnioscópio é colocado dentro do colo uterino, é um exame que deve ser feito com bastante cuidado, para que a paciente não sinta muita cólica e para que não haja sangramento", observa a obstetra Renata Gebara Di Sessa.
A presença de mecônio, por si só, não significa que o bebê esteja em sofrimento. Pode ser apenas um sinal normal de maturidade do bebê, especialmente se a gestação já passou de 40 semanas.
Mesmo quando há mecônio no líquido amniótico, não há necessariamente risco para o bebê. Caso seja verificada a presença dessas "fezes" do bebê na amnioscopia, os profissionais que acompanham o parto podem optar em romper a bolsa para verificar se o mecônio é espesso ou não. Caso não seja, o risco de problemas pulmonares para o bebê é menor e, desde que não haja outros sinais de sofrimento fetal e dependendo do andamento, o trabalho de parto pode continuar.
Caso a amnioscopia detecte a presença de mecônio e o bebê apresentar outros sinais sugestivos de sofrimento fetal (nos batimentos cardíacos, por exemplo, na cardiotocografia), o parto pode ser abreviado, seja com instrumentos de alívio, como ventosa ou fórceps, seja com uma cesariana, dependendo do estágio em que o trabalho de parto estiver.
O mecônio pode ser sinal de sofrimento fetal porque, conforme a oxigenação do bebê cai, o esfíncter anal se relaxa e o mecônio é liberado.
A presença de mecônio espesso no líquido pode causar problemas respiratórios no bebê, por irritar o tecido pulmonar. Também pode predispor a infecções no pulmão. A grande maioria dos bebês que aspira mecônio se recupera bem depois de um período na UTI neonatal.
Vale o esclarecimento de que não há muito problema em o bebê engolir mecônio. O mecônio engolido vai para o estômago e é eliminado pelas fezes, podendo provocar náusea no bebê. O que pode causar complicações mais graves é a aspiração do mecônio pelas vias respiratórias.
Fonte: BabyCenter Brasil